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O incentivo em uma base amorosa

Um passo de cada vez é preciso para evoluir...

16/05/2017 por

Desde que comecei a me interessar e a vivenciar o slow living e seus benefícios, acho que o que mais acontece comigo é o aprender. Transformações que chegaram – e chegam – por meio de inspirações e conhecimentos vindos de outras pessoas, por experiências próprias – e seus erros e acertos, para errar e acertar de novo! – leituras, pesquisas e por aí vai. O mais bonito de tudo isso é que cria-se um elo que não tem fim: nos conectamos com pessoas que nos ensinam, com as que repassamos aprendizados, com outras que aprendem junto com a gente… E atraímos e somos atraídos cada vez mais por quem se alinha nas mesmas buscas, onde seguimos compartilhando e nos fortalecendo.

E o mais importante nesse processo é que cada pessoa tem o seu tempo. Os momentos certos para aprender certas coisas, para expandir sua consciência, para assimilar e absorver cada melhor escolha em seu próprio universo, em sentir-se reconectado ao todo. Com outro ponto essencial: 0 respeito a esse tempo de cada um, às escolhas que a pessoa quer ou pode fazer, agora.

Assim como eu me sinto tão bem em uma busca pessoal que preza pelo equilíbrio, há pessoas que se identificam com uma busca mais intensa. Eu fiz a escolha de sempre acreditar que o pouco que fazemos, a cada dia, faz muita diferença. E quando unimos nossos poucos, o resultado nunca deixa de nos surpreender! Penso que, se queremos ver a mudança no mundo, melhor nos apoiarmos nas (pequenas) conquistas de nós mesmos e de quem nos inspira do que ficar reprimindo quem a gente acha que não está fazendo nada, ou que não está fazendo o suficiente. Uma mudança coletiva para a quebra de paradigmas tão enraizados em nossa sociedade é algo que começou – como qualquer grande revolução – com poucos, que foram inspirando outros e aí quando se viu os movimentos ganharam força e trouxeram mudanças reais, necessárias. O universo conspira a favor dos que querem o bem para si e para o todo, e isso nunca vai deixar de ser verdade também.

O conhecimento é algo a ser transmitido, para inspirar, para colaborar. Com amor e paciência. Não é porque alguém não está no “topo da pirâmide do comportamento consciente”, por exemplo, que merece ter seus esforços diminuídos ou desmerecidos. Vale sempre lembrar que não há competição e nem medalha para “os mais conscientes do mundo”. Não é com base na repressão, comparação ou julgamentos a quem se encontra “abaixo de seu nível” que conquistamos o que buscamos. Dando força a esses aspectos inferiores, não desenvolvemos o amor – e a tolerância, a compaixão, a união – que é a chave de ouro para toda e qualquer mudança que queremos, interna e externa. É dele que vem a calma, a naturalidade, o relaxamento, a espontaneidade, o desapego e a vontade de fazer diferente. Nos apoiamos para o crescimento mútuo. Mais vale uma boa intenção em aprender e evoluir sempre, a seu tempo, do que ser altamente instruído mas não transmitir seus frutos através de uma base amorosa.

Antes mesmo de pensarmos em buscar práticas mais conscientes para o nosso dia a dia, é essencial reforçarmos o respeito ao próximo, suas falhas e acertos. Desenvolver uma conexão amorosa com o todo que não deixa de incluir o ser humano que somos, os que estão ao nosso lado no dia a dia ou os de um encontro qualquer. Todo mundo sempre tem algo a nos ensinar. Que possamos ser inteligentes em ver as tantas coisas boas que existem nas pessoas, seja para nos unirmos em mais luz ou ainda para praticarmos o apoio ao outro para que essa mesma luz possa se expandir.

“Nós ascendemos ao elevarmos os outros” – Robert Ingersoll

Bruna Miranda

Jornalista e idealizadora do Review Slow Lifestyle. É responsável pela comunicação no Brasil da ONG global Fashion Revolution, que incentiva a Sustentabilidade e a Ética na moda em todo o mundo.

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